Crítica Silo S1: mistérios e enrolação

Uma série cheia de mistérios que se passa em uma realidade pós-apocalíptica em que cerca de dez mil humanos vivem num complexo subterrâneo por causa da devastação exterior. Não é preciso dizer mais do que isso sobre Silo, produção de Graham Yost baseada na obra literária de Hugh Howey, para despertar a curiosidade de amantes de ficção científica.

Certo balde de água fria, no primeiro minuto já percebemos que o poder local mente para os seus habitantes. Ainda que a atração nos engane sobre a verdade, a rápida constatação faz com que essa jornada, estendida por dez capítulos, pareça mais longa do que realmente é.

Os dois primeiros capítulos, muito dinâmicos, são trocados por uma enrolação que só ganha fôlego porque temos como protagonista a ótima Rebecca Ferguson. A atriz tem uma presença de cena magnética e toda força necessária para Juliette, sua personagem. Ela faz com que o miolo dessa narrativa nem sempre crível ganhe alguma vida.

A direção correta e a fotografia acertada também dão um impulso à produção às vezes levada a níveis mais baixos por causa do roteiro com algumas falas bobas.

Os coadjuvantes são os que mais sofrem com a falta de riqueza dos seus personagens. Com exceção de David Oyelowo e, em especial, Rashida Jones, que podem receber alguma indicação a prêmios de atores convidados, os demais ganham materiais fracos e entregam performances no mesmo nível.

Ainda que deixe a desejar dado o hype que conquistou, é compreensível o sucesso da série, que é tecnicamente robusta e com perguntas e respostas suficientes para manter as pessoas acompanhando. Só esperamos que ela ganhe mais nuances e surpresas daqui para frente.

Nota (0-10): 5

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